A próxima fronteira da IA não é inteligência. É relevância emocional.

A próxima fronteira da IA não é inteligência. É relevância emocional.

Quando eu vi um dog robô no SXSW, fiz o que qualquer pessoa faria:
Eu estendi a mão e pedi pra ele dar a patinha.

Ele respondeu na hora. Perfeito. Mas, o robô não fazia ideia do que aquele momento significava pra mim.

Eu lembrei do Mike, um cachorro que fez parte da minha vida por anos, e deixou saudade…

O robô que eu interagi no SXSW 2026

Ele deu a patinha mas não entendeu o que aquele momento significava pra mim.

O limite da inteligência artificial não é mais técnico. É emocional

Já avançamos muito no “quociente de inteligência” das máquinas. Elas respondem, escrevem, programam, tomam decisões.

Mas ainda falham em algo sutil — e muito mais importante: o quociente emocional.

A capacidade de perceber contexto, interpretar emoções, responder de forma relevante.

E isso muda tudo.

Nos últimos anos, começaram a surgir histórias que parecem estranhas. Pessoas que desenvolvem relações afetivas com IAs. Casos de companhias digitais que substituem, em parte, relações humanas.

Obviamente, não é sobre tecnologia. É sobre comportamento humano.

Porque quando uma IA começa a responder de forma emocionalmente relevante, ela deixa de ser ferramenta, e passa a ocupar espaço na vida das pessoas.

“E aqui está o ponto que pouca gente está discutindo:
Não é a inteligência que define se uma tecnologia será adotada. É a capacidade dela se conectar com o momento certo, da forma certa com o ser humano.”

O dog robô acertou o movimento. Mas errou o contexto.

Empresas estão investindo bilhões em IA. Mas a maioria ainda está focada em automação, eficiência, produtividade. Se isso fosse suficiente, não teriam milhares de pessoas trabalhando com planilhas em empresas que já implementaram ERP há anos!

Não dá para ignorar o fator que realmente define adoção: a relevância emocional

A próxima geração de produtos não será definida por quem tem a melhor tecnologia. Será definida por quem consegue responder uma pergunta simples:

Isso faz sentido para essa pessoa, nesse momento da vida dela?

Foto de Lilian Sanada
Lilian Sanada